Obra·Jonathan Haidt
A geração ansiosa
Psicólogo social, professor da Universidade de Nova York
O que a infância perdeu quando ganhou uma tela?
A ideia
Haidt sustenta que a substituição da infância baseada em brincadeira pela infância baseada em telas, ocorrida a partir do começo dos anos 2010 com a chegada do smartphone e das redes sociais, coincide com uma piora acentuada nos indicadores de saúde mental de adolescentes. O argumento não é sobre tempo de uso: é sobre o que deixou de acontecer — o risco calculado, o conflito resolvido sem adulto, o tédio, a amizade presencial. São experiências que ele considera necessárias para o amadurecimento e que a tela não substitui.
Serve para
Falar do custo humano da tecnologia sem virar pânico moral: o argumento é sobre o que foi perdido, não sobre proibir o aparelho.
Cuidado
A tese é debatida entre pesquisadores — parte da área aponta que os dados mostram correlação, e não causa provada. Citar como uma leitura influente do fenômeno, não como consenso científico, é mais forte e mais honesto.
Fonte
HAIDT, J. A geração ansiosa. Trad. Lígia Azevedo. São Paulo: Companhia das Letras, 2024
Nomeie a obra e o ano. Se for um trecho específico, diga em que parte ele está.
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