← Todos os repertórios

Pensador·Hannah Arendt

Banalidade do mal

filósofa alemã naturalizada norte-americana, 1906–1975

Como pessoas comuns colaboram com o que é atroz?

A ideia

Ao cobrir o julgamento de Eichmann, Arendt esperava encontrar um monstro e encontrou um burocrata: alguém que cumpria ordens, buscava promoção e nunca parou para pensar no que fazia. A tese é que o mal em escala não exige ódio excepcional, exige ausência de pensamento — a incapacidade de se colocar no lugar do outro e de julgar por conta própria.

Serve para

Sustentar que omissão, indiferença e cumprimento acrítico de rotina produzem dano de larga escala.

Cuidado

O livro é "Eichmann em Jerusalém"; "A Banalidade do Mal" é o subtítulo, e citá-lo como título do livro é erro comum. Além disso, a tese não absolve ninguém — usá-la para dizer "ele só seguia ordens" inverte o argumento de Arendt.

Fonte

Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal (1963)

Cite a obra e o ano, não só o nome do autor. É o que separa quem leu de quem decorou.

Ajuda a pontuar

C2 · Compreensão e repertórioC3 · Argumentação

Combina com quem pensa como

HumanistaDialético